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Relembrando a História do Programa de Pós-Graduação em
Biologia Tropical e Recursos Naturais do Convênio INPA-UFAM

Desde a década de 70, o INPA, em parceira com a Universidade Federal do Amazonas, tem procurado, por meio dos cursos de Pós Graduação, acompanhar os reclames da sociedade em geral e atender às demandas de maior conhecimento. Assim, tem formado recursos humanos aptos a estudar a biodiversidade da Amazônia, inventariando e quantificando sua flora e fauna, registrando sua abundância e ocorrência, referenciando geograficamente seus componentes e estudando processos e produtos para recomendar ações que viabilizem, em ultima instância, o uso sustentável desta biodiversidade.
A criação do curso de Pós-Graduação em Botânica, em 1973, foi o primeiro passo no caminho da formação de profissionais qualificados no desenvolvimento de projetos que gerassem conhecimento sobre a megabiodiversidade existente na Amazônia. Na seqüência vieram os cursos sobre Ictiologia, Ecologia e Entomologia que completavam, em 1976, as grandes áreas estudadas no INPA. Desde então, o INPA criou mais 5 cursos de Pós-Graduação, hoje sendo oferecidos pelo Convênio INPA-UFAM, ou apenas pela UFAM.
Como tudo começou?

A recuperação da memória mostra-nos que a origem de tudo se deu no início da década de 70, nos anos 1971 e 1972, numa ação conjunta do INPA com o Museu Paraense Emílio Goeldi, por iniciativa do Dr. Paulo de Almeida Machado, então diretor do INPA, que se inquietou com a existência de apenas um Doutor contratado pelo Instituto, o pesquisador Herbert Otto Roger Schubart. Acreditando que a Amazônia necessitava de recursos humanos qualificados com urgência, este diretor instalou, juntamente com a equipe do Museu Goeldi, à época vinculado ao INPA e tutelado pelo atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um programa de formação de recursos humanos intitulado PIATAM – “Programa Intensivo de Adestramento na Amazônia”. Criado e desenvolvido em 1971/72, o PIATAM recebeu esse nome por seu significado em língua TUPI: aquele que é bravo, forte, guerreiro. Infelizmente, não há muita memória documental desse programa que ofereceu treinamento a cerca de três turmas. Contamos apenas com os depoimentos de alguns pesquisadores que dele participaram, como Elsa Rodrigues Hardy, Izonete de Jesus Araujo Aguiar, Maria das Graças Bichara Zogbi, Roberto Figliuolo, Rui Freitas, Nilce de Souza Ribeiro, Jorge Salomão Boabaid Ribeiro, Lucille Krieger de D’Amorin Antony, Maria de Nazaré Vasconcelos, Maria de Jesus Varejão, Betinha Cavalcante, entre outros. Aqueles que trabalharam no INPA nesta época têm a lembrança muito forte deste programa que, na realidade, foi o embrião e o estímulo para a criação dos cursos de Pós-Graduação. Muitos dos tutores do programa são lembrados com muito carinho até hoje; Herbert Schubart, Elizabeth Honda, Wolfgang Junk, Lindalva Paes de Albuquerque, Antonio dos Santos, Byron Albuquerque, Mário Honda e Osório José de Menezes Fonseca, consoantes depoimentos dos participantes.
Os primeiros cursos de Pós-Graduação da Amazônia.

Em 1973, ainda sob o comando do Prof. Paulo de Almeida Machado, o INPA reuniu especialistas em Botânica e criou o Curso de Botânica Tropical sob a direção do Dr. Ghillean T. Prance. As primeiras turmas de Botânica Tropical foram formadas por alunos que se tornaram profissionais atuantes nas instituições da Amazônia: Marlene Freitas da Silva, Marilene B. Marinho Braga, Raimunda Vilhena, Pedro Nonato Conceição, Pedro Ivo Braga, Izonete Araújo Aguiar, Byron Albuquerque, Miramy Macedo, Léa Maria Carreira, Regina Lisbôa e Pedro Lisbôa foram os primeiros beneficiários deste grande e nobre projeto. Na época, atuaram como professores do curso os Drs. Ghillean T. Prance, Alejo Von D. Pahlen, Vania Fonseca, Sonia Dietrich, David Longo, Barbara Carrol, Berto Morretes, Paulo de Tarso Alvim, Eduardo Lleras dentre muitos outros. A pujança da Amazônia sempre atraiu muitos pesquisadores de outras regiões e outros países, como atrai até hoje. Não poderíamos deixar de destacar a passagem pelo curso de um dos maiores geneticistas da história, Dr. Theodosius Dobjhanski, que ministrou uma disciplina para a primeira turma de Pós-Graduação do INPA. Estava dado o primeiro passo para a formação de recursos humanos na Amazônia.

Em 1976, sob a regência do Dr. Warwick Kerr, então diretor do INPA, eram criados os cursos de Ictiologia (atual Biologia e Água Doce e Pesca Interior), de Ecologia e de Entomologia. Novamente, as primeiras turmas contaram com uma plêiade de mestre notáveis para treiná-los. Além daqueles que continuaram atuando no curso de Botânica Tropical, podemos destacar os Profs. Drs. Horst O. Schwassmann, Herbert Schubart, Aziz Nacib Ab’Saber, Wolfgang J. Junk, Maria José de Melo e Freitas, José Furtado Pisani, Naércio de Aquino Menezes, Algenir Ferraz Suano, Paulo Landin, Raimundo Moacir Lima Filho, Luiz Gonzaga Rebouças, Theodore V. St. John, Karola Dorothéa Junk, Stephen Mark Silvers, José Galizia Tundisi, Takako M. Tundisi e Maria Lúcia Absy. Na ocasião eram oferecidas disciplinas de formação básica, além das específicas. Os registros da Secretaria de Pós-Graduação do INPA ainda contam com os diários de classe de disciplinas como “Metodologia Bibliotecária”, “Pesquisa Programada e Seminários”, “Elementos de Matemática”, “Alemão”, “Inglês” e “Estatística”. Além dessas disciplinas, os alunos podiam contar, também, com um cabedal de disciplinas específicas de suas áreas de atuação que já oportunizaram uma grande relação com a história da Amazônia, sua biodiversidade e sua preservação. Podemos destacar as disciplinas “Geologia da Amazônia”, “Genética Ecológica”, “Limnologia”, “Piscicultura”, “Pesca”, “Cariologia”, “Sistemática”, “Palinologia”, “Morfogênese”, “Zoogeografia da América do Sul”, “Ecologia Experimental”, “Ecologia Humana e Desenvolvimento de Recursos Naturais”, “Ecologia Química”, “Solos da Amazônia”, “Macrófitas Aquáticas”, etc.. Ao longo dos anos seguintes, a esta plêiade vieram juntar-se outras estrelas, sempre brilhantes no cenário nacional e internacional em Ciência e Tecnologia. Dentre os novos mestres podemos citar: Paulo Emílio Vanzolini, Naércio de Aquino Menezes, Harald Sioli, Heraldo A. Brittski, Mikiko Tokumaro, Adalberto Perdigão P. Toledo, Ítalo Cláudio Foresi, Mohamed Ghulam Rabbani, Ilse Walker, Catarina Takahashi, Woodrugg W. Benson, Nigel Smith, Keith Brown Jr., Jorge Ramon Árias, Norman D. Penny, Paulo Friedrich Burnheim, Enrique Forero, Newton Castagnollli, Carminda da Cruz Landin, William Overal, José Alberto Nunes de Mello, Gelson Vazzoler, Anna Emília Amato de Moraes Vazzoler, Sílvio de Almeida Toledo, Fausto Foresti, Arno Rudi Schwantes, Maria Luíza Schwantes, Luis Antonio Carlos Bertollo, dentre tantos outros que já contribuíram com nossos Programas de Pós-Graduação.

Algumas dessas estrelas já brilham no céu, iluminando-nos com sua contribuição cultural para o desenvolvimento e crescimento da Amazônia.

O Crescimento da Pós-Graduação do INPA nas décadas de 80 e 90.
O INPA entrou na década de 80 com os quatro cursos iniciais credenciados pela CAPES. Todos estes cursos eram oferecidos em nível de Mestrado e, com exceção do curso de Ictiologia, também em nível de Doutorado. O crescimento e consolidação dos referidos cursos entusiasmou outros setores do Instituto, propiciando, então, que se criassem os cursos de Manejo Florestal (atual Ciências de Florestas Tropicais) em 1980, Tecnologia de Alimentos e Nutrição (atual Ciências de Alimentos, hoje sob administração da UFAM) em 1984 e Química de Produtos Naturais (também sob atual administração da UFAM), em 1987; todos em nível de Mestrado. Na mesma onda de entusiasmo, o curso de Ictiologia, já denominado Biologia de Água Doce e Pesca Interior, teve sua primeira tese de doutorado defendida em 1986.

Esse crescimento impôs a criação de uma estrutura que unificasse os cursos com uma regulamentação única, permitindo que os pós-graduandos tivessem os mesmos direitos e deveres. Desde o início dos anos 80 os cursos já se encontravam sob a administração de uma Coordenação Geral dos Cursos de Pós-Graduação do INPA.

A essa altura, a dependência de docentes externos diminuía com o concomitante aumento da formação e fixação de doutores na região. Embora numa escala ainda tímida, os cursos foram crescendo e consolidando-se, para formar, na década de 90, o Programa de Pós-Graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais (PPG-BTRN). A formação desse Programa não só viabilizou a unificação da administração dos cursos, com a consolidação de um regimento único e uma Câmara Conjunta de Pós Graduação, como permitiu aos cursos uma maior cooperação, transformando todas as disciplinas oferecidas em um curso, em disciplinas do domínio conexo dos demais cursos. Isto facilitou sobremaneira a formação dos profissionais, dando uma maior dinâmica aos cursos e diminuindo a dependência externa, conforme exigência da CAPES.

De igual modo, durante a década de 90, a CAPES transformou os cursos em Programas de Pós-Graduação, o que nos obrigou a transformar, recentemente, o PPG-BTRN em Programa Integrado de Biologia Tropical e Recursos Naturais. A inserção da palavra Integrado veio apenas dar nome às ações já existentes na prática.

Já no século XXI, em 2002, o INPA, por estar sempre atento às necessidades da sociedade em geral, criou dois novos programas de mestrado e doutorado: Agricultura no Trópico Úmido e Genética, Conservação e Biologia Evolutiva. Hoje, o Programa Integrado de Pós-graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais do convênio INPA-UFAM conta com sete cursos de formação no nível “stricto sensu” (mestrado e doutorado) em áreas do conhecimento relevantes ao desenvolvimento sustentável dos Ecossistemas da Amazônia.

Importa ressaltar aqui que todos mencionados foram criados sob a égide da qualidade e que o Programa buscou ombrear seu referencial sempre com aquele das regiões do país mais desenvolvidas academicamente do país. Este referencial permitiu que os cursos do INPA fossem destacados, na Amazônia, como os melhores em suas áreas de atuação. Em razão da excelência dos cursos.

O crescimento da Pós-Graduação na década de 80 não ocorreu somente no INPA. Nesta década, a Região Norte (ou Região Amazônica) começou a se destacar no cenário Nacional. O Projeto Norte de Pós-Graduação, idealizado e criado em 1986, foi uma ação importante que, se não serviu para um aumento substancioso no fomento à formação de Recursos Humanos Qualificados ou na fixação destes nas regiões mais afetadas, serviu para uma organização do sistema, alcançada por meio da reunião de objetivos comuns entre as Instituições de Ensino Superior da Região Norte. Se não, vejamos o que ocorreu:
Em 1986, uma ação conjunta dos Reitores das universidades, diretores de instituições de ensino superior e diretores das principais instituições de pesquisa da região (INPA e MPEG) resultou na idealização e implantação do Projeto Norte de Pesquisa e Pós-Graduação (PNOPG), que teve início na CAPES naquele ano. A iniciativa buscava, então, a melhoria dos mecanismos de formação de recursos humanos visando ao desenvolvimento da Amazônia.

O projeto global foi enviado às instituições de fomento ao ensino pós-graduado e à pesquisa: CAPES, CNPq e FINEP em busca de apoio. A seguir, em 1987, foi elaborado o Plano de Metas do Projeto Norte de Pós-Graduação, o qual estabelecia os seguintes objetivos: (i) Consolidar os cursos de Pós-Graduação já existentes; (ii) Implantar novos cursos de Pós-Graduação stricto e lato sensu; (iii) Ampliar o programa de bolsas para capacitação de docentes, de recém graduados e da demanda social; (iv) Estimular a cooperação técnico-científica entre as instituições da região; e (v) Ampliar o fomento às atividades de pesquisa.

Em 1991, já na segunda versão do PNOPG, Manaus e Belém, cidades consideradas os maiores centros de ensino e pesquisa da região, foram visitadas pelas agências de fomento que buscavam observar as instituições e avaliar a evolução de seu nível de ensino e pesquisa. Na ocasião, a CAPES contou com quinze consultores de alto nível, os quais foram escolhidos de acordo com as áreas prioritárias definidas pela CORPAM (Comissão Coordenadora Regional de Pesquisas da Amazônia). Seus relatórios se tornaram referência para o apoio concedido às Instituições.
Naquela época, apesar de todos os esforços, problemas estruturais persistiam e dificultavam a consolidação dos cursos. A excessiva dependência de recursos orçamentários, a sujeição a repentinos cortes de verbas, a instabilidade profissional e de emprego dos docentes, técnicos e pessoal de apoio continuavam a prejudicar o bom andamento dos cursos. Já era, no entanto, reconhecido por dirigentes das instituições: INPA e UFAM que grande parte do conhecimento produzido procedia da pós-graduação, por meio de trabalhos publicados por docentes e discentes, o que conferia uma grande visibilidade às instituições referidas. Até 1991, os cursos de pós-graduação do Convênio INPA-UFAM haviam formado 176 mestres e 25 doutores, totalizando 201 titulações em seus 18 anos de existência.

Felizmente, a ação política daqueles envolvidos com o Projeto Norte de Pós-Graduação trouxe um diferencial para os cursos da região Norte. Especificamente, para o Programa de Pós-Graduação do Convênio INPA-UFAM, o salto dado na última década, teve reflexos qualitativos e quantitativos importantes. Só para exemplificar, em 91 eram apenas 54 bolsas (25 CNPq e 29 CAPES) concedidas aos alunos de PG do Programa. Hoje, com o crescimento do fomento por parte do CNPq e da CAPES, bem como com a recente criação da FAPEAM (Fundação de Amparo à Pesquisas do Estado do Amazonas) o total de bolsas concedido ao Programa triplicou; vale dizer, são 167 bolsas assim concedidas: 79 do CNPq, 54 da CAPES, 22 da FAPEAM e 12 da ALE (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas). Além disso, o quadro de profissionais formados também triplicou. Saltamos para a marca de 752 dissertações e teses no primeiro semestre de 2003.
Um retrato atual do Programa Integrado de Pós-Graduação em Biologia e Recursos Naturais (PPG-BTRN) do Convênio INPA-UFAM.

O PPG-BTRN conta hoje com sete programas nas áreas de especialidades dos diferentes grupos de pesquisa do INPA e da UFAM. De acordo com a classificação da CAPES, são dois programas na área de Ecologia (Biologia de Água Doce e Pesca Interior - BADPI e Ecologia – ECO), dois na área de Ciências Agrárias (Ciências de Florestas Tropicais – CFT e Agricultura no Trópico Úmido – ATU) e três cursos na área de Ciências Biológicas I (Entomologia – ENT, Botânica – BOT e Genética, Conservação e Biologia Evolutiva – GCBE). Esses programas visam a formação de recursos humanos qualificados para a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico da região. São programas voltados para a preservação e conservação ambiental bem como para a geração de conhecimento em práticas de desenvolvimento sustentado com base nos quais o homem poderá buscar uma melhor relação com a natureza, extraindo dela seu sustento sem que destrua, com isso, o ambiente em que vive, de maneira a preservar sua riqueza para as gerações futuras.
As principais linhas de pesquisa contemplam estudos sobre os ecossistemas aquáticos e terrestres, sobre a interação dos organismos (plantas e animais) com seus ambientes e sobre a dinâmica da bacia hidrográfica e seus ciclos biogeoquímicos. Além disso, estudos inventariantes, somados a estudos taxonômicos e filogenéticos dos principais grupos vegetais e animais que ocupam a floresta e os rios da Amazônia vêm contribuindo para a formação de coleções biológicas valorosíssimas e reconhecidamente importantes nacional e internacionalmente. Hoje, a inserção internacional é inegável e permeia todos os programas com colaborações institucionais ou colaborações entre grupos de pesquisa do INPA e da UFAM com os mais diversos grupos advindos de países na América do Norte, Ásia e Europa.
O INPA e a UFAM, por meio de seus Programas de Pós-Graduação, também estão atentos aos novos rumos das políticas públicas sobre meio ambiente. Os modelos de desenvolvimento já existentes provaram ser devastadores e não contemplam a preservação ambiental. Sendo a Amazônia um dos últimos redutos ambientais naturais e primários do Planeta, o PPG-BTRN tem procurado desenvolver ações rápidas, formando recursos humanos aptos a gerarem conhecimento e que possam atuar como multiplicadores desse conhecimento, por meio de suas ações como profissionais nas áreas de pesquisa, ensino e extensão. Assim, nesses 30 anos, ultrapassamos a marca dos 700 trabalhos, totalizando 752 teses e dissertações, formando mais de 700 profissionais, mestres ou doutores, dos quais mais de 80% continuam atuando na Amazônia.

Os profissionais formados no âmbito do Programa atuam, hoje, em diversos setores da sociedade. A maioria atua no Setor Acadêmico, em ensino e pesquisa, mas há aqueles que atuam no Setor de Ciências Agrárias e de Meio Ambiente, no Setor de Saúde, no Setor de Gestão em Ciência e Tecnologia, no Setor Social, Econômico e Governamental. É com muito orgulho que podemos afirmar que o Programa de Pós-Graduação do Convênio INPA-UFAM vem contribuindo com os vários Setores da Economia da Amazônia, “recheando” as instituições tanto da região Norte como das demais regiões do país, com profissionais qualificados e aptos a atuar de maneira ética e competente em suas áreas de formação.
Ao longo desses 30 anos não podemos ocultar a contribuição dos centros intelectuais, de inegável autoridade científica e tecnológica, quer das regiões Sul e Sudeste do Brasil, quer de outros países. Somos cientes da necessidade de parcerias que, ainda hoje, contribuem sobremaneira com o desenvolvimento científico e tecnológico da região. Tais parcerias e contribuições, entretanto, por mais valiosas que sejam, não podem e nunca poderão substituir a permanência do região, o conviver diário com a floresta e seus povos, que nos oferecem uma compreensão das características sociais, econômicas e culturais plenas. Nenhuma produção de conhecimento na Amazônia poderá evitar o caminho que passa pelo convívio e aprendizado com a sociedade local, pela estratificação de uma massa crítica no nível regional. Profissionais qualificados, atuando na região, certamente conduzirão a uma coexistência harmônica entre preservação e desenvolvimento e, por isso, são a chave do desenvolvimento científico, tecnológico e cultural da região.